AVALIAÇÕES

Quando pensamos em preservação da saúde e integridade dos trabalhadores, de forma antecipada, reconhecendo, avaliando e controlando a ocorrência dos riscos ambientais que porventura venham existir no ambiente de trabalho, estamos seguindo o que estabelece a NR-9, que trata sobre a obrigatoriedade da elaboração e implementação do PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.As ações do PPRA precisam ser elaboradas atendendo cada departamento da empresa, sendo de responsabilidade da empresa e podendo contar com a participação de empregados, e deverá abranger as características dos riscos do trabalho desempenhado e a necessidade de controlar estes riscos, podendo ser, de acordo com o Ministério do Trabalho, riscos químicos, físicos, biológicos, ergonômicos ou acidental.

Neste artigo vamos dar foco aos Riscos Químicos, que são aqueles que estão expostos aos trabalhadores que manipulam produtos químicos ou que de alguma forma estejam expostos a estes agentes químicos que fazem mal ao organismo.

 

Definição de agentes químicos, conforme a NR 9:
“Item 9.1.5.2 Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão.”

 

O PERIGO que não conseguimos ver

Alguns agentes químicos, sejam eles em forma de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, são a maior preocupação para a medicina ocupacional, pois estes riscos são invisíveis e na grande maioria das vezes é de difícil controle.

Estes agentes ficam suspensos no ar durante períodos longos e podem comprometer a produtividade, causar doenças, levando ao afastamento e até, em alguns casos, invalidez temporária ou permanente e até causar a morte.

 

Como reconhecer o risco no ambiente?

Fazer o reconhecimento é de extrema importância para que sejam adotadas as medidas de segurança adequadas, levando ao foco do risco e evitar que este agente seja disperso no ambiente. E estas avaliações podem ser efetuadas de duas formas, sendo elas:

Avaliação quantitativa: Nesta avaliação cada um dos agentes químicos deve ser avaliado de forma isolada na grande maioria das vezes. Diferente do que ocorre com o ruído, em que em apenas uma avaliação pode ser visto todo o risco oferecido.
Avaliação qualitativa: Avalia-se o nível exato da exposição em que o empregado estará sujeito a determinado risco.

Importante que seja dada atenção para algumas formas de prevenção, como por exemplo, dando foco na saúde, orientando para que o empregado tenha alimentação adequada, consuma água, que o ambiente seja iluminado e ventilado, dentre outras. Ainda, tratando especificamente do local de trabalho, implantação da utilização de EPI (Equipamento de Proteção Individual), orientando e fiscalizando o usos destes EPIs, aplicando treinamentos sobre a importância da prevenção dos acidentes de trabalho.

A penetração destes agentes químicos no organismo podem se dar através das vias respiratória, pelo ar contaminado, pelas vias cutâneas, com produtos que contenham agentes nocivos penetrando na pele através dos poros e pelas vias digestiva com a ingestão de alimentos ou mãos contaminadas.

Além disso cabe destacar que o Ministério do Trabalho prevê na NR 4, a obrigatoriedade de manutenção dos programas de prevenção atualizados sob pena de aplicação de multa caso não esteja sendo cumprido.

 

Confeccionar, implantar, acompanhar e avaliar o PPRA é um de nossos serviços, se ficou interessado conte com nossa equipe de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT da Biosegure.

Desempenhar o trabalho em um ambiente seguro é direito dos empregados, cabendo às empresas contribuírem para este ambiente, para que sirva de estímulo no desempenho de suas funções.

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